A facilidade com que o gato gira no ar e cai de pé deve-se às características anatómicas do seu esqueleto. Os gatos apresentam clavículas muito rudimentares que não se unem a nenhum dos outros ossos do seu esqueleto, sendo apenas suportadas pela massa muscular dos seus ombros. Isto faz com que, facilmente, as suas patas dianteiras tenham uma rotação fora do vulgar e o seu corpo possa facilmente adaptar-se a novas posições. Assim, durante uma queda, as patas são a primeira estrutura a tocar no solo, absorvendo o impacto da colisão.
Se o gato cair de uma altura superior a dois andares, pode conseguir girar no ar para adquirir um bom posicionamento para a queda, no entanto as patas não conseguirão absorver todo o impacto da colisão. Nestas situações, é frequente surgirem traumatismos a nível torácico e/ou abdominal, bem como fracturas ósseas a nível dos membros e/ou crânio.
Independentemente da altura em que o gato vive, mantenha sempre a janelas fechadas, por forma a impedir a sua saída. Mesmo quedas de alturas mais baixas podem provocar lesões muito graves ou mesmo fatais – por vezes encontram obtáculos pelo caminho, que os impedem de girar no ar e cair de pé, nomeadamente estendais da roupa. Nunca esqueça que o gato não vai aprender com a queda – se vir a janela aberta uma segunda vez pode voltar a atirar-se. Mais vale prevenir…
.
Nota: Artigo retirado do site: http://caninosegrandes08.wordpress.com/
2 comentários:
Muito interessante seu post! Adorei!!
Fabiana
Eu também...
Penso que o gato tem mais hipóteses se cair, por exemplo, de um 4º andar do que de um 2º. Verdade?
O ideal é que nada aconteça...
Enviar um comentário