A esterilização/castração ao ser um método definitivo de controlo de natalidade dos gatos, garante a inexistência de qualquer ninhada e elimina os comportamentos muitas vezes desesperantes e perigosos que acontecem nos períodos dos cios.
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Quando não existe qualquer controlo de natalidade a gata poderá ter dezenas de gatos ao longo da sua vida, o que é, como é evidente, prejudicial à sua saúde, assim como os cios consecutivos ou a toma da pílula.


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Nos períodos de cios as gatas e os gatos fazem tudo o que estiver ao seu alcance para procurarem parceiros. Nas situações em que o animal consegue sair de casa irá expor-se a riscos, muitas vezes fatais, tais como lutas graves, contracção de doenças, perigo de morte por atropelamento, perigo de nunca mais encontrar o caminho de volta.
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Acresce que nos períodos de cio aos animais tem comportamentos muitas vezes perturbadores, tais como miados ensurdecedores durante a noite e no caso dos machos (e também algumas fêmeas) de marcação de território através da urina, que tem um cheiro muito intenso.
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Algumas das vantagens da esterilização/castração:
Previne o aparecimento de doenças (tumores mamários, piómetras – infecções uterinas, etc.), que a pílula ou os cios sucessivos tornam mais frequentes;
Evita o stress e ansiedade que gatas e gatos sentem nos períodos de cio;
Elimina a hipótese de ninhadas: definitivamente não terá que se preocupar em arranjar donos para os gatinhos bebés que possam nascer em consequência de uma distracção na vigilância da gatinha
Os animais deixarão de ter as manifestações físicas do cio, o que significa o fim de noites sem dormir;
Elimina os problemas de marcação do território (urinar fora do wc);
Torna os animais mais dóceis e meigos;
vai reduzir consideravelmente as possibilidades de vir a perder o seu animal por este ter fugido na tentativa de acasalar;
Reduz as lutas (pelo território e pelas fêmeas);
Impede que os gatos contraiam doenças sexualmente transmissíveis.

A esterilização/castração é uma intervenção cirúrgica e, portanto, tem riscos, que variam de intensidade. Mas qualquer veterinário lhe dirá que o risco de esterilizar uma gata/gato é muito reduzido.
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Quando deve esterilizar?
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Em regra, existe consenso quanto à idade de esterilização das fêmeas (6 meses), podendo ser efectuada antes do 1º cio. Algumas gatas têm cios antes desta idade, geralmente pouco expansivos.
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No caso dos machos, as opiniões dividem-se quanto à idade ideal para a operação. Mais recentemente, alguns veterinários começaram a defender a castração com idade inferior a 6 meses.
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Quais os riscos com que deve contar?
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Amamos os nossos animais e por isso é natural a ansiedade e preocupação em os submeter a uma operação. Sabemos que muitas pessoas não operam por medo de que o animal possa morrer. Talvez seja até um dos motivos mais frequentemente apontados pelos donos, para adiar “até nunca”, a esterilização.
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A esterilização/castração é uma intervenção cirúrgica e, portanto, o risco existe. Qualquer intervenção cirúrgica tem riscos, que variam de intensidade. Mas qualquer veterinário lhe dirá que o risco de esterilizar uma gata/gato é muito reduzido.
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A castração do macho é uma intervenção mais simples, por isso os riscos são deveras insignificantes.
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Quando ocorrem problemas no pós-operatório, a maior parte das vezes são consequência de outro tipo de problemas de saúde (por exemplo, quando se verifica que a gata já tinha desenvolvido infecções ou quistos) e isso significa que provavelmente, ao ser operada, a sua vida foi salva.
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O pós-operatório nos machos é muito simples e rápido e no dia seguinte estão a 100%. Nem parece que foram sujeitos a qualquer intervenção.
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A operação nas gatas é mais demorada e o pós-operatório pode demorar alguns dias. Significa, em regra, que ela já vai andar no dia seguinte, passados 2 dias estará razoavelmente bem (varia de caso para caso, porque uma das nossas gatas, no dia seguinte, já andava aos pulos em cima dos armários da cozinha, mesmo com o incomodativo funil enfiado na cabeça) e ao fim de 4 dias ela vai estar praticamente normal.
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Os animais possuem uma incrível capacidade de recuperação.
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Algumas boas razões para esterilizar a sua gata ou castrar o seu gato:
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Para além das vantagens que já identificámos, gostaríamos de concluir este texto apresentando outro tipo de razões que devem pesar na decisão de controlar a reprodução dos seus gatinhos de estimação.
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Gostamos de nos animar, pensando que existem tantas histórias felizes de gatinhos, bebés e adultos, para quem foi possível encontrar um final feliz.
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Este Site, frequentado por muitas dezenas de pessoas que amam os seus gatos, mas também os que são de todos e de ninguém, e que dedicam parte do seu tempo e energia a procurar salvá-los de um fim triste, está repleto de histórias que nos enchem o coração, nos fazem sentir que não estamos sós nesta luta e que são cada vez mais aqueles que se preocupam e sobretudo, que agem em prol dos animais abandonados.
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Quantas vezes esse final feliz foi conseguido à custa de sacrifícios pessoais, monetários, de noites sem dormir, de dias de férias perdidos. Mas tudo vale a pena quando no fim, mais uma vida foi salva e mais um animal conseguiu encontrar um lar.
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Mas há um lado negro que nenhum dos que todos os dias lutam para salvar estas vidas pode esquecer, um lado que nos faz sofrer e, porque não admiti-lo, por vezes vacilar, desanimar, perder as forças para seguir em frente: por cada uma destas histórias com um final feliz, quantos animais não sofrem todos os dias, alguns em agonia, atropelados, vítimas de doença, desfalecendo a um canto qualquer das nossas ruas até que o coração cansado deixe de bater, morrendo na maior das solidões nos gatis onde são entregues ou abandonados?
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Ninguém sabe ao certo o seu número, mas todos sabemos que são muitos milhares de pequenas vidas a quem não foi possível estender uma mão, ou para quem esta chegou tarde demais.
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Na verdade, a «abundância» de animais reduziu para quase nada o valor que é atribuído à sua vida. Cada vez com mais frequência se podem encontrar gatos (e cães) de raça para adopção: ou porque foram abandonados, ou porque são tantos que já ninguém quer comprar e por isso, também para estes a solução é a adopção ou o abate.
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Uma vida não pode nem deve ser banalizada. E uma das formas que temos de voltar a lembrar esse facto às pessoas, é contribuir para que estas vidas não sejam um bem em abundância, disponíveis em todas as formas e feitios, como se de objectos se tratassem.
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Ao impedir que a sua gata tenha ninhadas ou que o seu gato seja responsável por algumas ninhadas de gatos nascidos na rua, está a aumentar as possibilidades de que os gatinhos condenados a morrer nos gatis municipais (onde são abatidos) e Associações (de doença ou velhice, onde passam toda uma vida presos), possam também sonhar em viver uma vida feliz.
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Você não pode salvar ou adoptar todos os animais que estão nos gatis, mas indirectamente, pode contribuir para que:
Diminua o número de animais que nascem nas ruas e são capturados para abate – para tal, basta que impeça o seu gato de dar voltinhas nas redondezas, se ele não estiver castrado;
Aumentem as adopções de gatos que estão na fila de espera para abate nos gatis municipais ou esperam por um lar (que tantas vezes nunca chega), nas Associações de protecção.
A opção é sua.
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Pense na saúde e bem estar do seu gato/a. Não deixe também de pensar na vida dos outros gatinhos, que não tiveram a sorte de ter um dono responsável, ou que nasceram na rua, e que precisam de lares para terem uma chance de viver.
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E sobretudo, fale com quem optou por esterilizar os seus animais e troque experiências. E claro, não descure a opinião do seu veterinário.
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Esperamos ter contribuído para esclarecer algumas dúvidas sobre as consequências e efeitos da esterilização dos gatos e, de alguma forma, permitido que possa decidir em consciência sobre essa opção, que é sua e não pode, nem deve, ser imposta.
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Pense nos largos benefícios (não só para os seus animais, mas para a comunidade felina no seu todo) e diminutos riscos, e decida.
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Se as dúvidas persistem, informe-se e esclareça-se.
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Pela saúde e bem-estar dos seus animais.
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Por uma hipótese de futuro para os gatos abandonados.
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Autoria: Adélia Costa e Filipa Bastos